Frase da noite

Se existe um bom lugar para se perder a cabeça numa discussão online, este lugar é uma página de discussão da Wikipédia…

– Alex Hubner, co-autor deste singelo blog, depois de quebrar o pau com Deus e o mundo, ser bloqueado, desbloqueado, pedir desculpas, se irritar e prometer que nunca mais põe os pés naquele lugar.


Adobe Flex 3 Beta Público

Acabou de entrar no Adobe Labs o beta público do Adobe Flex 3. Há também uma página explicando as principais novidades.

Junto a isso também foi anunciado o nome oficial do Apollo, que agora é AIR, Adobe Integrated Runtime, que além de já ser a extensão dos projetos criados com a tecnologia, é “RIA” (Rich Internet Applications) ao contrário.


CF8 Trial disponível na Delix

A Delix é a primeira empresa brasileira de hosting a oferecer uma conta gratuíta, limitada a 30 dias e aos 100 primeiros cadastrados para interessados em testar e conhecer a nova versão do ColdFusion Server 8 (codinome Scorpio).

Confira: CF8 Beta Trial na Delix

Além da Delix, nos EUA, a empresa HostMySite também oferece uma conta de teste para o CF8, incluindo espaço em MSSQL 2005. Confira: Scorpio Beta Program (HostMySite)


Resenha Peopleware: Productive Projects and Teams

Peopleware: Productive Projects and Teams é um livro e tanto. Eu já havia ouvido ótimas recomendações sobre o livro e estou aqui para confirmar sua qualidade. O título já dá pistas sobre o mote principal do livro: times e projetos produtivos, mas adivinhe só de qual indústria o livro trata: da indústria de fábrica de softwares. E fábricas de softwares são feitas de que? Enganam-se os que dizem tecnologias de ponta e de linguagens de programação.

As palavras em inglês que possuem o sufixo “ware” são de três tipos: as que definem um tipo de licença de um programa de computador (por exemplo: freeware), as que agrupam elementos por sua função (spyware ou tupperware, por exemplo) e as que definem a composição de um determinado elemento (exemplo: glassware).

Peopleware é um termo do terceiro tipo, de elementos que são feitos de pessoas. E não por acaso o livro tem esse nome, afinal uma das, se não a principal mensagem do livro é de que fábricas de softwares e seus projetos são feitas de pessoas, e este é o elemento mais importante da construção de um software. Sempre.

Você conhece muitos programadores que trabalham escutando música com fones de ouvido? E eles trabalham assim para se defenderem do barulho do escritório? Bem, o lado do cérebro que escuta música é o mesmo lado capaz de ser criativo, então se as pessoas são obrigadas a trabalhar escutando música para terem um pouco mais de sossego, é presumível o que acontece com as atividades que demandam criatividade.

No livro essa e outras situações recorrentes em ambientes de desenvolvimento são abordadas, do início de um projeto, em sua estimativa de prazo, até o famigerado e recorrente “overtime” para viabilizar a entrega na data estimada.

Logo no começo os autores provam que a maioria dos problemas de nosso trabalho não é de natureza tecnológica, e sim de natureza sociológica. Ter a última tecnologia ou bugs em sua linguagem de programação não são páreos para problemas de comunicação, falta de motivação ou desentendimentos.

Desenvolvedores podem e devem ler este livro, não apenas para se informar, mas também para criar a consciência que podem ser agentes de mudança na empresa. Se você é um gerente (e principalmente se passa a maior parte do tempo cobrando as pessoas ao invés de ajudá-las a fazer o trabalho), leia o livro – pelo menos duas vezes – e faça algo a respeito, pelo bem dos que trabalham com você, e naturalmente para seu próprio bem.


O líder que destrói

Leituras recomendadas: O líder que destrói e É preciso acabar com os “babacas” no trabalho. Se você gostar (como eu), poderá se aprofundar no assunto lendo o livro Chega de Babaquice! (título mal traduzido de “The No Asshole Rule”) escrito por Robert Sutton.


CFGIGOLÔ tweaks

Já estava me dando nos nervos. Eu destestava o layout fluido nas entradas individuais, ficava pequeno e fino demais. Espanei meus conhecimentos de CSS e modifiquei a largura dos containers. Agora está melhor para ler. Espero que apreciem.

Em tempo: ando um pouco insatisfeito com o serviço do Yahoo! (alguns erros 500 e estranhices em geral – apesar de o fato de rodar em FastCGI ser um enorme diferencial) e resolvi xeretar no TypePad mas o serviço básico é cheio de limitações, o intermediário não aceita dois autores e o único pacote que prestava custa os olhos da cara (U$ 30,00) para os padrões de hosting do nível que precisamos… Eu tenho uma licença comercial do MovableType (acredite se quiser, eu gasto dinheiro com software), mas voltar a gerenciar uma máquina Linux não está nos meus planos… Estou coçando a cuca e pensando aqui se não seria legal mudar para o Vilago do conhecido e competente Cris Dias. Vou conversar com o Terracini.


Trabalho em equipe


Conto do Consultor Invisível

João é um analista de sistemas e trabalha em uma grande empresa. Ele não tem um escritório, não tem um telefone fixo e não conhece muitos colegas da sua empresa. Ossos do ofício, afinal ele é um consultor móvel. De vez enquanto está na sede da empresa, fazendo atividades burocráticas, e depois passa meses sem ir lá, passando longas temporadas em clientes.

João é uma peça de quebra-cabeça intercambiável, uma carta coringa que pode ser encaixada e desencaixada em um jogo de baralho. João é visto simplesmente como um recurso. Um recurso humano.

Uma linha na folha de pagamento, uma vaga na garagem, um crachá pelas empresas que passa. Muitas vezes ele figura em cronogramas, junto com outros elementos de mesma natureza modular carinhosamente chamados de “recursos”: tempo, dinheiro, e João. Ah, os gerentes de projetos não vivem sem eles!

Por onde João passa ele deixa sua marca. Ele adora seu trabalho e sempre o faz com muito empenho e profissionalismo. Ao final do projeto as pessoas lamentam a partida de João para outra jornada rumo ao desconhecido, pois todos admiram seu trabalho.

Mas certa vez ocorreu diferente. Recentemente João foi desplugado de onde estava trabalhando e alocado em um outro cliente. No dia e hora marcados João chega sorridente e de barba feita ao seu novo cliente, sua nova estadia matutina.

Apresentou-se na recepção e pediu para falar com o Gerente de Tecnologia, o seu contato. A Recepcionista pediu para ele sentar-se na sala de espera, e poucos minutos depois o informou que ele não estava. “Ué…” – espantou-se João, certo que hoje era o dia marcado. Pediu então para falar com o Assistente do Gerente do TI, seu outro contato na empresa. Alguns minutos depois a Recepcionista volta e diz: “Lamento, mas ele também não está”. “Oras bolas!”, pensou João. Ele explicou sua situação à compreensiva recepcionista que foi fazer mais algumas ligações para tentar ajudar.

Certo tempo depois apareceu um rapaz (que nesta história não tem cargo nem nome pois não se apresentou ao João!), pediu para João acompanha-lo, apresentou sua mesa, certificou-se que a Internet estava funcionando e foi embora. João checou seus e-mails, leu o jornal, e nada de alguém aparecer. Imaginem a angústia de João, coitado, que só queria trabalhar!

Ao final da tarde João viu o Gerente de Tecnologia e o Assistente pelas bandas do escritório, mas não foram falar com ele. No dia seguinte, a mesma coisa: passavam por João mas não falavam com ele. Sempre pedia para a gentil Recepcionista comunicar sua chegada, mas nada. E assim foi por dias! João, que só queria mostrar seu bom trabalho, estava fadado ao isolamento de sua mesa!

Certo dia, cansado de ser ignorado, ao chegar ao escritório João ligou seu notebook, tirou os sapatos, sacou e acendeu belo charuto cubano da região de Vuelva Abajo. Calmamente colocou os pés sobre a mesa e começou a degusta-lo. Mais parecia uma chaminé, baforando fétidas bolas de fumaça pelo escritório. “Quem é esse louco?” perguntavam os que durante os últimos dias sentaram próximos de João e nunca tinha notado o consultor. “Hei meu chapa, apaga isso aí, pô!” polidamente pediam.

Não demorou muito até que o esbaforido Gerente de Tecnologia chegou e começou a criticar o ato, pedindo para João parar, que eu estava desperdiçando tempo de trabalho, que aquilo era uma afronta aos bons costumes e totalmente inadequado para o ambiente corporativo!

“Afronta aos bons costumes..” – João começou – “é ninguém ter me apresentado por aqui. Desperdício..” – e lá se foi mais uma baforada – “é você ter pago uma fortuna para eu estar aqui e não ter vindo falar comigo. E inadequado é você, que me ignorou durante as últimas semanas, ser considerado Gerente. Oras bolas, eu precisei fumar um charuto no seu escritório para você me dar atenção!”

Moral da história: Profissionais de Tecnologia da Informação vão todo o dia com seu corpo para o escritório e inevitavelmente levam seu cérebro consigo. Fazê-los usar o cérebro (sem nenhum custo adicional) é responsabilidade sua.


Lista de Design de Interação

Estava pesquisando sites e artigos sobre design de interação em português quando me deparei com um antiga proposta de criar uma lista de discussão em português sobre design de interação, tal como a IxDA (em inglês), mas que pelo visto ainda não tinha vingado. Mandei um e-mail para o autor da proposta (o “doido” por trás do Usabilidoido) para uma retomada da idéia e ele prontamente criou a lista:

DesInterac é uma lista de discussão que agrega a comunidade de profissionais atuantes e interessados na área de Design de Interação, que abrange o projeto de artefatos interativos como softwares para PCs, dispositivos móveis, eletro-eletrônicos e etc.

A tecnologia é simplesmente um meio, não o fim. Não basta usarmos uma tecnologia mais moderna e acharmos que estamos construindo algo melhor. Ajax, Flex, WPF e outras tecnologias que possibilitam a criação de aplicativo mais interativo, mas a tecnologia por si só não é o bastante. O que podemos construir e oferecer com estas tecnologias?

Veja nessa lista um bom lugar para deixarmos as linguagens de programação um pouco de lado e focarmos mais na interação e experiência que oferecemos em nossos softwares.


ColdFusion e POG

Foi então que 1 casal de gays fundou a empresa Allaire e criou uma linguagem de marcação que fazia coisas que não deveria, tipo criar variáveis e acessar o banco de dados. ColdFusion popularizou o design pattern QMTM (Quanto Mais Tags Melhor) na programação server side, ficando conhecido como a linguagem mais fácil e simples de todos os tempos…

Infelizmente, o excesso de facilidade e popularidade do ColdFusion fez com que a linguagem atraísse uma grande quantidade de webdesigners (leia-se: gays), que dependiam completamente do Dreamweaver e seus Server Behaviors para gerar código. O exceso de produtivdade e qualidade dos códigos gerados, despertaram inveja e cobiça em diversos grupos de script kids e furrys em geral (leia-se: programadores PHP/ASP).

Sem ColdFusion , a criação do mundo teria demorado pelo menos 3 semanas… ~ Comentário pertinente de Deus, sobre a produtividade de CF

Sensacional! Nosso ColdFusion “fazendo bonito” no já conhecido artigo “Programação Orientada a Gambiarras (POG)” da Desciclopédia. Essas e outras você encontra lá. Leitura recomendada.